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Em greve há quase dois meses, servidores realizam protesto pelo PCCV

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Os servidores da Administração Geral e diversos representantes do SINTRASE estiveram em mais um ato de protesto na manhã desta quarta, 30, em prol da implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV).  A categoria, que se encontra em greve há quase 60 dias, se manifestou no calçadão da João Pessoa, centro da cidade.

A reivindicação principal dos servidores é a implantação imediata do PCCV reajustado (24,31% – em virtude do índice inflacionário), que já foi aprovado há quase dois anos. “Passamos muito tempo na luta pela aprovação do Plano, que aconteceu em 2014, mas, de lá pra cá, os valores dos vencimentos ficaram defasados. A gente pede que o Plano seja implementado de forma justa, com reajuste dos vencimentos, já que o salário inicial na tabela, se o Plano estivesse em vigor, começaria a partir de 900 reais, o que representaria um ganho satisfatório há alguns anos, quando o salário mínimo estava um pouco acima dos 700 reais”, relembrou o presidente do SINTRASE, Diego Araujo. “Os servidores do Estado não veem reajustes há 3 anos e implantar o PCCV defasado com valores ultrapassados corresponde a mais uma prática de descaso na política do governo estadual com o funcionalismo público, principalmente com a Administração Geral, que é onde se encontra a base mais sofrida, a ‘arraia-miúda’, que ganha menos de um salário mínimo’”, completou a diretora, Elma Andrade.

Sobre as declarações do Secretário de Estado da Fazenda, Jefferson Passos, divulgadas ontem (29) pela imprensa, acerca do orçamento do governo, Diego foi categórico: “É engraçado ver o governo falando em déficit previdenciário e continuar pagando os aposentados dos outros poderes. É mais engraçado ainda falar em crise e manter mais de três mil cargos em comissão sem vinculo na máquina pública, o que nos leva a pensar sobre a real finalidade da crise. Para quem essa crise é punitiva? Infelizmente, somente os servidores efetivos desse estado que pagam por esta crise. Nosso PCCV já está defasado e ainda nem foi implementado”, declarou.

Na última assembleia realizada pela categoria e SINTRASE, no dia 21, os servidores deliberaram pela continuidade da greve. De acordo com a direção do sindicato, as negociações com o Governo vêm ocorrendo desde o fim de fevereiro, inclusive, com direito a declarações públicas do governador Jackson Barreto sobre o pagamento do PCCV até maio deste ano. “Porém, diante deste cenário, não vislumbramos nenhuma atitude efetiva. Inclusive, os seus técnicos e secretários (do governo) não asseguram o pagamento do mesmo, o que por vezes nos leva a questionar quem de fato está no comando do Estado”, afirmou o presidente. Para a categoria, a promessa do pagamento até maio não foi suficiente para encerrar a paralisação, optando, em assembleia,  por manter as atividades suspensas por tempo indeterminado.

Outras solicitações, como o pagamento da titulação (que já está andamento), e o pagamento da insalubridade para merendeiras, executores de serviços básicos e oficiais administrativos; concurso imediato para preenchimento de vagas na Administração Geral e retirada dos vigilantes terceirizados das escolas também são pautas dos servidores estaduais.

A manifestação desta quarta também contou com o apoio da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-SE).

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