12 DE JULHO É DIA NACIONAL CONTRA A PEC DA PREVIDÊNCIA

Em Aracaju terá coleta de assinaturas contra a PEC 06/19, exibição de filme e repentistas

As centrais sindicais definiram o dia 12 de julho como o Dia Nacional de Mobilização Contra a Reforma da Previdência. O mês passado, no dia 14, milhares de trabalhadores em todo o País cruzaram os braços contra a Proposta de Emenda à Constituição 006/2019.

Em Aracaju, no dia 12, das 14h às 18h, no Calçadão João Pessoa, as centrais realizarão ato político e cultural. A ideia é intensificar a coleta do abaixo-assinado contra a PEC da Previdência. Terão ainda a exibição do filme ‘Democracia em vertigem’ e apresentação de repentistas.

No início desta semana,  as lideranças nacionais das centrais sindicais foram ao Congresso Nacional ressionar os parlamentares a não votarem a Proposta de Emenda à Constituição 006/2019. E a intensificação da luta nos próximos dias será uma resposta dos trabalhadores e trabalhadoras à pressa do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em aprovar o projeto.

Saiba Mais

Nos últimos dias 25 e 28, em reunião em São Paulo, as centrais discutiram estratégias a serem adotadas nos próximos dias na luta contra a reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL).

No último dia 27, a Câmara dos Deputados cancelou a reunião da Comissão Especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019, da reforma da Previdência. Com a decisão, o cronograma do principal projeto econômico do governo Jair Bolsonaro (PSL) tramitando no Congresso Nacional sofre mais um revés e a votação no plenário, se nada mudar, deve ocorrer no segundo semestre.

Para as centrais a pressão aos parlamentares vai aumentar nos próximos dias, sobretudo nas bases eleitorais dos deputados, além das recepções nos aeroportos, em especial o de Brasília, por onde circulam vários parlamentares toda semana. A orientação é pendurar faixas em locais de grande circulação nas cidades e dialogar tanto com a população quanto com deputados sobre os efeitos nefastos da reforma”, reforça o dirigente.

Outro instrumento de mobilização que deve ser usado de forma intensiva nos próximos dias é a comunicação pelas redes sociais. A ideia é também usar a plataforma “Na Pressão”, que pode ser acessada de qualquer lugar pelo celular, tablet ou computador. “Com apenas alguns cliques, o povo pode pressionar os parlamentares por e-mail, pelas redes sociais e até mesmo direto pelo WhatsApp. Vamos mandar mensagens para esses deputados que estão a favor da reforma.

Resistência

Para barrar a reforma, a CUT e demais centrais estão marcando presença no Congresso e dialogando com todos os partidos sobre os efeitos nefastos da reforma para a classe trabalhadora e para a economia brasileira. Tudo ainda é incerto. Os pontos que foram retirados da reforma pelo relator ainda podem voltar no Plenário e só a mobilização é que vai barrar a reforma da Previdência.