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Perto de completar dois meses, greve dos servidores segue por tempo indeterminado

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A poucos dias de completar dois meses, a greve dos servidores públicos do Estado segue sem previsão de término. Este foi o entendimento unânime da categoria, em assembleia realizada na manhã de hoje, 13.  A paralisação, iniciada em 25 de junho, já ultrapassa 65% do total dos 12 mil servidores da Administração Geral (AG).

A reivindicação dos servidores do Estado segue pela implantação, na íntegra, do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV). De acordo com o coordenador do SINTRASE, Diego Araújo, desde a decretação da greve, houve avanço em pelo menos um ponto das pautas de reivindicações: a regulamentação do adicional de periculosidade dos vigilantes. “Conseguimos a reincorporação dos 30% referente à periculosidade dos vigilantes em julho, briga antiga que o sindicato vem comprando desde 2010. Mais de 1500 (vigilantes) foram beneficiados, com os pagamentos recebidos nos contracheques já no mês passado”, declarou. Além dos vigilantes, merendeiras, executores de serviços básicos e oficiais administrativos de escolas estaduais e servidores lotados nos Centros de Atendimento ao Cidadão (Ceac´s) e secretarias estaduais suspenderam as atividades laborais desde junho.

Para Diego, a contradição das informações divulgadas pelo governo estadual não é novidade, mas, com a paralisação crescente a cada semana, há esperança que o governo se sensibilize com a situação dos servidores. “Sabemos que o discurso sobre o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é repetitivo, mas é ilógico nos depararmos com a recontratação de mais de 3 mil comissionados quando há, em sua base, servidor efetivo que não chega a receber um salário mínimo no final do mês”, reavaliou. Ainda segundo o coordenador, o SINTRASE solicitou à justiça a exoneração dos comissionados no último mês de maio e aguarda ainda a manifestação judicial.

Greve histórica

Para a diretora administrativa, Elma Andrade, a greve dos servidores da Administração Geral já pode ser considerada histórica. “Completamos, hoje, 50 dias paralisados, mobilização esta que nunca ocorreu com os servidores da AG. Mostramos para o governo e sociedade que o movimento da ‘raia-miúda’ faz muito barulho”, destacou a diretora, relembrando o apoio ao movimento grevista dado pelos estudantes e professores de várias escolas estaduais da capital e interior, que denunciaram à imprensa nas últimas semanas o caos em que as unidades de ensino se encontram. “Os estudantes foram às ruas reclamar do descaso do governo com a educação em geral porque a escola simplesmente não funciona e está sem merendeira, sem quem providencie documentos ou muito suja. A greve está causando o efeito esperado; estão sentindo falta de profissionais que façam a comida ou limpem as escolas, por exemplo. Eles (alunos) também entendem que ganhar menos de um salário mínimo por mês não é digno”, disse. “A comunidade escolar não é só formada por professores e alunos e o resultado está aí, escolas sem funcionar direito e a educação da rede estadual prejudicada”, reafirmou a diretora.

 

Andamento das negociações

Representantes do SINTRASE já estiveram, desde o começo da greve,  em reunião com secretários de variadas pastas do governo, como da Educação, Fazenda, Casa Civil e Planejamento, além de Procuradoria Geral do Estado. O sindicato também participa do Movimento Intersindical de Sergipe junto com mais 13 entidades sindicais, que estão na mesa de negociação direta e unificada com o governo estadual por melhorias trabalhistas para várias categorias. “Aguardamos uma resposta mais concreta por parte do governo, e até que haja a implantação real do PCCV, continuaremos paralisados até segunda ordem”, finalizou Diego.

Participaram também da assembleia desta quinta os membros da comissão de greve, além de diretores do sindicato e representantes da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-SE).

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Sintrase acompanha assembleia dos delegados da Adepol SE

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