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No ato da posse, dirigentes do SINTRASE são afastadas das suas funções no Conselho Estadual de Alimentação Escolar

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As dirigentes do SINTRASE, Erika Leite e Fernanda Sanane, eleitas para o mandato do Conselho de Alimentação Escolar do Estado de Sergipe (CAE/SE) do quadriênio 2017-2021, foram tomadas de surpresa nesta quinta, 20, pela nova gestão do CAE. Certas de que iam tomar posse dos cargos de conselheira titular e suplente, as representantes acharam que a convocação nesta manhã para a reunião de posse aconteceria para validar oficialmente os cargos dos integrantes do Conselho. “Mas chegamos lá e fomos surpreendidas com a nossa dispensa das funções no CAE sem mais nem menos”, declarou Fernanda, que perdeu a suplência do cargo e está fora do Conselho.

Erika, que já atuava como titular e que com a nova decisão do CAE iria ocupar a suplência – espaço que seria até então de Fernanda -, se recusou a assumir o cargo . “Fomos destituídas sem nenhum aviso prévio ou sequer recebemos notificação oficial. Nenhum documento que suspendesse a nossa posse nos foi entregue. Apenas recebi um aviso ontem, de forma extraoficial (via whatsapp) na véspera da posse de uma das integrantes do CAE, que me avisou sobre a mudança repentina e a perda do meu cargo de titular”, explicou.

A conselheira, que já exercia a sua titularidade no CAE desde abril de 2016 (e era suplente antes desta data), afirmou estar indignada com os desdobramentos dessa situação. “A falta de respeito com que foi conduzido todo esse processo é absurdo. Todos os ritos legais foram seguidos e eu desenvolvo meu trabalho no Conselho de forma efetiva há anos, então não há nenhuma motivação para que haja esse tipo de ação por parte do CAE, e pior, sem qualquer aviso oficial”, disse. “Além do mais, somos dirigentes do sindicato que representa as merendeiras de todo o estado e que agora perde, sem qualquer explicação plausível, o espaço dentro de um Conselho tão importante”, declarou, salientando ainda que os conselheiros exercem essa função de forma não remunerada e devem ser respeitados, antes de tudo, pelos trabalhos desenvolvidos.

No caso de Fernanda, a dirigente desconfiou na noite de ontem – dia 19, véspera da posse – que algo de errado estava acontecendo, já que foi excluída, sem muitas explicações, de um grupo (whatsapp) em que participam os integrantes do CAE. “Os administradores me retiraram do nada do grupo onde debatíamos as questões do Conselho. Somente depois avisaram a Erika que eu não seria mais suplente dela e que ela não ocuparia mais o cargo de titular na composição do Conselho”, denunciou.

Para o presidente do SINTRASE, Diego Araujo, essas mudanças inesperadas na véspera da posse causam bastante estranheza, já que todo o processo da renovação do mandato foi realizado de acordo com as regras do CAE, como a realização da assembleia e a designação pelo SINTRASE, em tempo hábil, das suas indicações para ocupar as cadeiras no Conselho. “O CAE havia enviado um ofício circular em maio deste ano ao sindicato para informar sobre a renovação, pedindo que o SINTRASE mandasse dois representantes para fazer parte do Conselho. Realizar esse tipo de mudança de forma tão brusca, na véspera da posse e sem qualquer aviso prévio ou  cuidado ao informar a entidade sindical, além de ser uma medida arbitrária, nos soa muito, muito estranho”, afirmou. “Só nos passa a ideia de pensar e se perguntar: a quem agrada esse tipo de modificação repentina no Conselho; essa ausência do SINTRASE nas discussões e fiscalizações da merenda escolar?”, indagou o presidente, que informou ainda que o jurídico do sindicato já foi acionado na manhã de hoje para tomar as providências cabíveis.

 

 

 

 

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