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Após reunião, assembleia com indicativo de greve não está descartada

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Após a mudança do horário da reunião, solicitada pelo governo de última hora, o encontro agendado pelo SINTRASE ocorreu na tarde de ontem (27), no Palácio de Despachos, sem apresentar nenhum avanço. Prevista para dar andamento aos interesses da categoria, a audiência pautou mais uma vez a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV/AG) e o reajuste salarial dos servidores da Administração Geral.

O governador em exercício, Belivaldo Chagas, detalhou os problemas financeiros que Sergipe enfrenta, destacando a recente decisão liminar que suspendeu a utilização dos recursos das contas dos depósitos judiciais pelo governo, o que, segundo ele, compromete e agrava a situação financeira do Estado. Belivaldo declarou também que participa nesta terça (27) e quarta (28) de uma rodada de reuniões com membros do governo, em especial, o secretário da Fazenda, Jefferson Passos, para traçar as próximas medidas, entre elas, a implantação do PCCV/AG.

Para o coordenador do SINTRASE, Diego Araujo, apesar de haver abertura de diálogo com o governo, as reuniões consecutivas entre o sindicato, o governador e os secretários caracterizam-se em mais uma tentativa do Estado de adiar os compromissos firmados com os servidores. “Demos prazo para o governo apresentar uma contraproposta válida, após o encerramento da greve há dois meses, e nada nos foi apontado. Estamos a todo tempo pressionando o governador para nos receber, enviando ofícios e marcando reuniões para que as negociações avancem de fato. É preciso maior celeridade do governo em apresentar a contraproposta à categoria” declarou.

No final da discussão, um novo encontro ficou marcado para a próxima terça, dia 3, com o compromisso de apresentação de dados concretos pelo governo para o SINTRASE. “O governador aproveitou o momento da gravidade financeira do estado, com a suspensão dos depósitos judiciais, para prorrogar a efetivação dos nossos pedidos. A reunião que acontecerá no dia 3 será um ultimato para o Estado. Já está prevista a realização da assembleia, inclusive com indicativo de greve, para os próximos dias, caso algo novo não seja exibido. Não temos mais interesse e tempo de adiar o acordo a favor do PCCV e dos servidores em geral e a greve é uma possibilidade real”, finalizou.

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