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Primeiro dia: Servidores do estado aderem à paralisação

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“Sintrase na rua, a luta continua!”. Foi com este grito de insatisfação que Sintrase e servidores marcaram presença na manhã desta quarta, 29, ao ato que sinalizou o início da paralisação dos servidores do estado. Categoria e sindicato concentraram-se no Centro de Atendimento ao Cidadão (Ceac) da Rodoviária Nova e acompanharam os efeitos da suspensão das atividades dos servidores públicos, que seguem paralisados até esta quinta, 30.

       De acordo com o coordenador do Sintrase, Diego Araújo, a paralisação de advertência, decidida em assembleia na última quinta, 23, reforça o pedido da categoria pela retomada do diálogo sobre o não cumprimento do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) pelo governo. “Esperamos, sinceramente, que o governador respeite os servidores e, principalmente, respeite a população, que depende diretamente dos serviços. Que ele, pelo menos, diante da suspensão das atividades, se interesse em dialogar com a categoria”, declara. Sobre os impasses causados pela paralisação, o coordenador lamenta os transtornos que afetam a vida de quem precisa dos atendimentos. ”Pedimos desculpas à população pelos problemas por ora causados. Sabemos que os serviços interrompidos são essenciais, mas, se há culpa nisso, o responsável é o governador Jackson Barreto (PMDB)”, diz, referindo-se às várias atividades no Ceac que foram suspensas, entre elas, a emissão de Carteira de Trabalho, Documento de Identidade, guias e exames do Ipesaúde, além de solicitações do seguro desemprego.

Próximos passos

Segundo Diego, no início da próxima semana será feita uma análise do movimento para direcionar as medidas que serão tomadas para pressionar o Estado.  “Aguardaremos até início de maio para que o governo sinalize algum tipo de diálogo, e assim, apontaremos quais os passos serão dados pelo Sintrase”, informa. “Se não houver avanço, voltaremos com força para a briga. Se necessário for, pararemos por tempo indeterminado”, ameaçou. Sobre a participação dos servidores no movimento atual, o coordenador considera a adesão da categoria positiva, bem além do esperado pelo sindicato. “Dos aproximadamente 12 mil servidores que o Sintrase representa, estima-se que 50% destes estejam com as atividades paralisadas, o que, para nós, representa um resultado significativo; de não aceitação do descaso do governo”, finaliza.

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(Longas filas marcaram o início da paralisação desta quarta, 29. Servidores aderem à paralisação; apenas terceirizados de alguns setores oferecem serviços à população.)

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