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Paralisação começa forte na Bahia e Sergipe com mais de 500 agências fechadas

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Se depender da disposição dos bancários da Bahia e Sergipe, a greve da categoria em 2015 será a maior dos últimos tempos. Nesta terça-feira (6/10), primeiro dia do movimento, os trabalhadores paralisaram as atividades em 587 agências dos dois estados. Foram 497 agências da Bahia e 90 em Sergipe.

A unidade do movimento é uma resposta à postura desrespeitosa dos bancos, que mesmo com lucros bilionários e crescentes apresentaram uma proposta de apenas 5,5% de reajuste, índice menor que os 9,88% de inflação do período, acrescido de um abono de R$ 2.500, que não gera ganhos reais ao salário, pois não repercute em outros benefícios, nem em negociações salarias futuras.

Foram cinco rodadas de negociação em que os banqueiros negaram as principais reivindicações da categoria, como igualdade de oportunidades, fim do assédio moral e da pressão por metas, mais investimentos em segurança e melhores condições de trabalho. Já a categoria reivindica reajuste de 16% (reposição da inflação mais aumento real de 5,7%), mais contratações, investimentos em segurança, combate ao assédio moral, PLR de três salários mais R$ 7.246,82 e piso de R$ 3.299,66.

Na Bahia, além de Salvador, bancários de diversos municípios da Bahia cruzaram os braços. São 147 só na base do Sindicato da Bahia; 37 do Seeb Barreiras; 16  do Seeb Camaçari; 34 em Feira de Santana; 30 em Ilhéus; 40 em Irecê; 37 em Itabuna; 28 em Jacobina; 29 em Jequié; 29 em Juazeiro; 70 em Conquista e 90 na base de Sergipe.A mobilização vem de toda parte.

Nos bancos públicos, a adesão é maior. BB (177), BNB (40) e Caixa (114) somam 331 unidades sem funcionamento. Mas, os privados também mostram força e combatividade. Ao todo, 166 agências não prestaram atendimento externo. Bradesco (95), Itaú (40), HSBC (13), Santander (15), Safra (1), Mercantil do Brasil (1) e Banco Capital (1) completam a lista.

Com a adesão em massa, a categoria mostra à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) que disposição tem de sobra para fazer greve. A paralisação segue por tempo indeterminado até que uma contraproposta justa seja oferecida.

De acordo com o sindicato, desde a entrega da pauta de reivindicações, em 11 de agosto, os banqueiros brincaram de negociar, minimizando as demandas dos trabalhadores. No último dia 25, tiveram a coragem de oferecer reajuste salarial de 5,5% e abono de R$ 2,5 mil. Prova de que trata com descaso a campanha salarial dos bancários.

Fonte: Portal CTB com Feeb

ctb bahia

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