Sintrase discute pendências dos servidores com superintendente da Educação

A direção do SINTRASE compareceu na quarta, 30, à Secretaria de Estado da Educação (SEED) para dar andamento às denúncias coletadas durante visitas do sindicato às escolas estaduais. Problemas encontrados na alimentação escolar, especialmente nas instituições que adotaram o ensino em tempo integral, e o baixo quantitativo no quadro atual de servidores foram discutidos com o superintendente executivo do órgão, José Everton Siqueira, e com a assessora de recursos humanos, Maria Zelita Brito.

No encontro, o sindicato relembrou a última reunião com a  Secretaria, no final do mês passado, quando apresentou preocupações recorrentes da categoria. Na ocasião, o presidente, Diego Araujo, reforçou o pedido para que as demandas fossem levadas ao secretário, Josué Modesto Subrinho, e afirmou que está finalizando o relatório com as denúncias para enviar ao Ministério Público Estadual (MPE). “Divulgamos na imprensa nesta semana informações preliminares com os problemas na distribuição da merenda e as diferenças encontradas nos tipos de alimentos oferecidos aos estudantes do ensino regular e integral”, destacou.  Estrutura precária e falta de equipamentos nas escolas foram os outros pontos apontados no documento, que está sendo elaborado com o apoio das diretoras Erika Leite e Fernanda Carvalho, presentes na reunião, junto com o assessor político do SINTRASE, Joelinton Santos.

O superintendente afirmou ao SINTRASE que a ordem do governo é “arrumar a casa e não retroceder no sistema integral”, que já foi implantado em várias escolas por todo o Estado. Por causa da nova demanda, o representante da SEED afirmou que algumas liberações para compra de utensílios, como fogões novos, já foram assinadas pelo governo. O gestor, que se comprometeu em levar as demandas da categoria ao Secretário, falou que vai verificar as outras pautas apuradas pelo sindicato, como quantitativo insuficiente de servidores que estão realmente lotados nas escolas e a gratificação para quem está trabalhando no novo sistema integral.

“Sabemos que há restrição na lei do PCCV quanto à gratificação para os servidores, mas precisamos achar uma solução ou ‘brecha’ dentro da lei que rege o Plano, como a que estabelece um pagamento de 20% ao servidor por desempenho como forma paliativa até que se conclua a solução definitiva para que os não docentes tenham os mesmos direitos dos docentes”, disse Diego.

Outras reivindicações

O SINTRASE também cobrou mais atenção do Estado para observar os servidores que desenvolvem problemas psicológicos ao longo dos anos de trabalho. “O Ipes só tem hoje um psiquiatra para atender os servidores que sofrem stress ou qualquer outra doença do tipo. Recebemos muitos deles que pedem uma solução ao sindicato por estarem com depressão ou fadiga. É um ponto que deve ser reavaliado pelo governo”, destacou o presidente.

Sobre a paralisação dos caminhoneiros

O superintendente também afirmou ao SINTRASE que a categoria pode ficar tranquila pois não haverá descontos na folha referentes a qualquer problema enfrentado pelo servidor no percurso até a escola durante a paralisação dos caminhoneiros.

 

 

 

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