Na Seed: Sintrase discute o baixo quantitativo de servidores e o programa de tempo integral nas escolas

Após solicitação de uma reunião com a Secretaria de Estado da Educação (Seed), o Sintrase esteve nesta terça, 24,  com o novo superintendente de recursos humanos, Jorge Costa, para cobrar e retomar o diálogo com o órgão. Na pauta, o sindicato apontou a vacância no quadro atual de servidores e as consequências do sistema de tempo integral das escolas estaduais.

Implantado pelo governo em 45 instituições da rede, o programa tem rendido reclamações constantes da categoria. De acordo com o presidente, Diego Araujo, a realidade apresentada pela educação em Sergipe não tem estrutura para oferecer educação em excelência à população. Atrelado a esta situação segue o baixo quantitativo de servidores no quadro atual, que consolida um impasse para o bom desempenho nas escolas.

“Houve o crescimento significativo do número de exonerações desde o último concurso, em 2007, que não foi acompanhado por suas substituições, ocasionando, depois de anos, o acúmulo de trabalho para os poucos servidores na ativa. Com o novo regime integral implantado, esta demanda de serviço piorou”, declarou o dirigente. A diretora administrativa, Elma Andrade, afirmou que a realidade de aproximadamente seis mil servidores se agrava por causa da defasagem de quase 40% nos vencimentos.

“Sem reajuste há cinco anos não há servidor que tenha incentivo para trabalhar. Para quem ganha abaixo do mínimo e continua no quadro, então. Lidar com a sobrecarga é sacrificante”, disse a dirigente, que acompanhou casos concretos em escolas do interior, como no município de Siriri, com poucos/quase nenhum servidor lotado em determinados turnos.

“Esta é atual realidade: trabalhadores apresentando stress e depressão por causa do acúmulo por anos de trabalho. Sobrecarregados, estes servidores recorrem ao sindicato com problemas psicológicos decorrentes do serviço dobrado sem qualquer retorno”, afirmou Diego. O presidente defendeu a criação de um novo concurso público para amenizar a situação e a criação de uma nova gratificação para merendeiras, executores e vigilantes. “Para que possa haver uma compensação financeira justa pelo trabalho que vai ser remanejado com o novo sistema integral”, explicou.

A promessa do superintendente da Seed é de que as proposições serão levadas ao novo secretário, Josué Modesto. “Para avaliar como este programa de tempo integral está sendo implantado e se a comunidade escolar vai querer aquele modelo”, afirmou. O gestor falou sobre alterações estruturais com o novo sistema, como mudanças na engenharia de algumas escolas, como a readequação de refeitórios e pediu mais informações sobre os casos de saúde apontados pelo sindicato. “Vou apresentar os encaminhamentos ao secretário e instrumentalizá-lo”, afirmou. A reunião contou também com a presença de Adriana Prado, da assessoria de recursos humanos.

Para dar celeridade ao caso, o Sintrase está preparando um levantamento para ser apresentado à Seed sobre as situações específicas e gerais atendidas pelo sindicato. A direção se reunirá nesta quinta, 26, para iniciar a sondagem dos dados e denúncias dos servidores de cada DRE.

 

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