Presidente do Sintrase denuncia na Câmara descaso da prefeitura de Dores

Reforçando as cobranças da categoria municipal de Nossa Senhora das Dores, a direção do SINTRASE participou, na noite desta quarta, 7, da sessão da Câmara de Vereadores. O presidente do sindicato, Diego Araujo, fez o uso da tribuna para apresentar aos parlamentares o panorama geral sobre a situação dos trabalhadores do município.

A questão sobre a implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), carro-chefe das reivindicações, seguiu de acordo com o prometido pelo sindicalista, que afirmou “apresentar dados e rebater o discurso” do prefeito, Thiago Santos, declarado na semana passada na mesma casa legislativa. Os números divulgados pelo dirigente sindical foram relembrados aos parlamentares e servidores que acompanhavam a sessão, a exemplo do gasto mensal com a implantação do Plano.

“Seria o equivalente a cerca de R$56 mil por mês, que representa um pouco mais de 10% do que é gasto com os cargos comissionados (cc´s) atualmente”, apresentou o presidente. Diego exemplificou a situação com o levantamento de dados relativos ao mês de outubro, quando um número grande de cargos em comissão sem vínculos na prefeitura chamou a atenção do sindicato. “Temos um quantitativo nada razoável, que beira os 200 comissionados, quando no quadro efetivo temos em média 350 servidores”, disse.

“Se houvesse redução dos cc’s, o patamar com o endividamento com a folha de pessoal seria inferior a 40%, bem diferente do que a prefeitura apresenta hoje”, declarou o presidente. “Fizemos uma reunião em janeiro, em que ele (o prefeito) havia dito ser incapaz de fazer o impacto financeiro do PCCV. O Sintrase apresentou o estudo e o entregou”, afirmou Diego. “O documento foi protocolado no início de fevereiro e desde então não tivemos resposta”, disse.

“O que falta é vontade de fazer diferente. Ao que parece, Thiago colocou o PCCV como birra pessoal, pois antes de entrar na prefeitura já estava como certo revogar o Plano”, declarou o presidente. O PCCV foi revogado em 16 de janeiro de 2016 e até o momento o prefeito tem se furtado em cumprir o prometido à categoria.

O presidente disse ainda na tribuna que “cobra o que é de direito de todos os prefeitos, sejam eles Fernando Lima, João Marcelo (ambos, ex-prefeitos de Dores) ou Thiago. O foco da luta do sindicato está na melhoria da realidade dos servidores, independentemente do gestor que estiver à frente da prefeitura”, declarou.

Aprovados no concurso
Neste mesmo contexto, Diego discursou sobre a convocação dos aprovados no concurso público, medida também revogada pelo prefeito no início do mandato. “E hoje temos cerca de 21 aprovados dentro das vagas que precisam ser chamados o quanto antes, já que o concurso tem validade até o próximo dia 24”, denunciou aos vereadores. Os casos, ressalta Diego, foram judicializados pelo Sintrase e julgados como procedentes pela Justiça.

“Assim como no caso dos futuros concursados, os problemas que não conseguimos resolver com diálogo, tivemos de levar à Justiça. O Sintrase representa mais de 20 mil servidores em todo o estado, é uma responsabilidade muito grande que deve ser considerada até as últimas instâncias”, salientou.

Diego aproveitou a fala para relembrar aos vereadores outras denúncias apuradas pelo sindicato, como o estado das ambulâncias municipais. “Foi através das nossas reivindicações levadas ao Ministério Público Estadual que a prefeitura teve um prazo para solucionar o descaso. Encontramos veículos com portas amarradas, pneus gastos e até carros sem freio”, disse.

 

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