Servidores paralisam por 24h e fazem ato em frente à Alese

Insatisfeitos com a situação de descaso que se arrasta há mais de 54 meses, os servidores estaduais resolveram paralisar novamente as atividades por 24h. Para marcar o movimento paredista desta quarta, 9, os trabalhadores da saúde e do Fisco, enfermeiros, técnicos rurais, condutores de ambulância e Administração Geral realizaram um ato público em frente à Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) para protestar contra os atrasos e parcelamentos nos salários e defasagem salarial de 33%.

A manifestação dos servidores, firmada na última assembleia unificada no dia 1º, aconteceu um dia após a divulgação parcial do calendário de pagamento referente a julho, que não contemplou os aposentados e pensionistas e inflamou ainda mais as reclamações entre as categorias.

Em protesto, os servidores chegaram a fechar a rua de acesso à Alese em determinada parte da manhã e em seguida, ocuparam as galerias da Casa para chamar atenção dos parlamentares e imprensa sobre a situação que assola os servidores públicos há mais de quatro anos.

“Os servidores ficam muitos dias sem qualquer tipo de informações oficiais sobre salários e datas de pagamento, o que vem causando uma angústia geral no funcionalismo público que amarga uma defasagem salarial há anos”, revelou o presidente, Diego Araujo. “Sobre os aposentados e pensionistas, a situação é ainda pior porque estes esperam mais tempo para ter um posicionamento do Governo quanto à liberação dos pagamentos e, ainda por cima, voltaram a ter os salários parcelados. É um descaso total”, disse. “E para completar, tivemos nos últimos dias mais um impasse em relação ao pagamento, desta vez, em relação a atrasos nos pagamentos das passagens dos servidores”, informou o dirigente do SINTRASE, que chegou a protocolar um documento nesta segunda, 7, no Tribunal de Justiça (TJ-SE), com pedido de urgência para realizar uma audiência de conciliação com o Estado.

No final de julho, o SINTRASE obteve uma decisão liminar do Tribunal favorável à categoria, que obrigava o Governo a pagar os salários dos servidores de forma integral e dentro do mês trabalhado, mas que não foi cumprida pelo Estado.

 

 

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